100 nações vão diminuir 30% das emissões de metano até 2030

Diante da urgência das mudanças climáticas, aproximadamente 100 governos de todo o mundo firmaram o compromisso de reduzirem 30% de todas emissões de metano até 2030. A decisão ocorreu na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP-26, em Glasgow, Escócia. As informações são do Globo.

O Brasil é uma dos países signatários, conforme publicação no Twitter do Itamaraty, na tarde da última segunta-feira, 1. A presença do país no acordo surpreendeu ambientalistas, tendo em vista que o presidente Jair Bolsonaro faltou a sessões de debate e divulgou dados falsos sobre a situação climática nos estados brasileiros, desde o encontro do G20. Também no início desta semana, o Brasil apresentou-se comprometido a reduzir o desmatamento nos próximos nove anos.

Joe Biden, presidente americano, considera “crucial” a medida assinada pelos 100 países. O metano é um dos gases mais impactantes para o aumento das temperaturas em todo o planeta. “Hoje, nações responsáveis por cerca da metade de todas as emissões de metano no mundo assinaram esse acordo, e ele fará uma grande diferença”, discursou Biden. Diferente do último presidente estadunidense, Donald Trump, Biden aposta na defesa das metas climáticas, chegando a afirmar que cumpri-las é uma oportunidade econômica.

Plano de redução

O acordo para cortes dos índices de metano no ar assinado em Glasgow tem como referência um projeto feito em parceria dos EUA com a União Europeia (UE), divulgado no dia 17 de setembro, quando os governos de Bruxelas (Bélgica) e Washington (EUA) preconizaram a diminuição de também 30% desse gás, produzido largamente na agropecuária.

Como reporta o Globo, países como Índia, China e Rússia, tido como os três maiores emissores de metano não assinaram o compromisso na COP26. Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cerca de 30% do aquecimento global é provocado pelo metano. Para ela, cortar a emissão “é uma das coisas mais eficientes que podemos para atingir a meta de limitar o aquecimento do planeta em 1,5ºC”, defende.

Em relação ao dióxido de carbono, o metano pode aquecer a atmosfera 28 vezes mais durante um século, segundo levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. O aumento de sua presença no ar, desde a Revolução Industrial, é responsável por quase um terço do aquecimento da Terra.

A produção e queima de combustíveis fósseis para a produção de energia, agropecuária e a gestão do lixo são as atividades humanas que mais contribuem para o desequilíbrio climático. 60% das emissões de metano são produzidas pela humanidade, conforme publica a ONU. Os líderes mundiais planejam investir em tecnologia para lidar com a situação. “Promover a inovação e a fabricação de novas tecnologias”, como disse Biden, podem promover a criação de milhares de empregos. A Tarde / Foto: COP26 / UN

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