Relator da Lava Jato nega a Lula uso de mensagens hackeadas

Desembargador considerou que diálogos apreendidos em operação da PF não podem ser utilizados pela defesa do ex-presidente

O relator da Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, João Pedro Gebran Neto, rejeitou pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que as mensagens em celulares apreendidos pela Operação Spoofing sejam usadas em processo no qual o petista pede a suspeição de Sérgio Moro. As informações são do Estadão. 

Na operação, a PF prendeu suspeitos de hackear mais de mil pessoas, entre elas, autoridades dos três Poderes.

“Ademais, entendo não haver possibilidade de aproveitar as ilícitas interceptações de mensagens do aplicativo Telegram, porque despidas de decisão judicial que as autorizasse. A obtenção das mensagens decorreu de atuação criminosa, cujos responsáveis foram, em princípio, identificados”, escreveu Gebran

A defesa de Lula alegou que os diálogos, divulgados pelo site The Intercept Brasil, apontam para a “ingerência do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba sobre os procuradores da Força-Tarefa da Lava-Jato, situação essa incompatível com o sistema acusatório”.

O advogado do petista, Cristiano Zanin Martins, ainda apontou que as mensagens mostram “a atuação conjunta do juízo e da acusação para atacar a sua defesa técnica, bem como o adiantamento aos procuradores do conteúdo de decisões que seriam proferidas nos autos”

Para Gebran, no entanto, “há certa confusão conceitual nas afirmações da defesa, buscando definir o teor das publicações em sítio da internet como fatos notórios”.

Metro 1

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