Motoristas de ônibus fazem protesto e fecham terminais de SP contra redução de frota

Terminais Bandeira, Parque Dom Pedro, Princesa Isabel, Pinheiros, Campo Limpo, Mercado, Sacomã, AE Carvalho, São Miguel, Varginha e Santo Amaro. foram bloqueados. Categoria também reivindica pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e garantia de postos de trabalho

Motoristas de ônibus da cidade de São Paulo fazem, nesta quinta-feira (5), um protesto contra a redução de frota e reivindicando o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e garantia de postos de trabalho. Os manifestantes pretendem ir até a Prefeitura da capital paulista, no Centro. Eles fecharam os terminais Bandeira, Parque Dom Pedro, Princesa Isabel, Pinheiros, Campo Limpo, Mercado, Sacomã, AE Carvalho, São Miguel, Varginha e Santo Amaro.

Por volta das 11h50, os manifestantes ocupavam o Viaduto do Chá, próximo à Rua Líbero Badaró. De acordo com a Polícia Militar, o protesto seguia pacífico e o grupo segurava faixas e era acompanhado por carro de som.

Às 12h40, os manifestantes bloqueavam o Terminal Bandeira. Em seguida, o grupo fechou o Terminal Parque Dom Pedro e, por volta das 13h30, os manifestantes também bloquearam o Terminal Princesa Isabel, no centro de São Paulo. Às 13h40, os motoristas bloquearam os terminais Pinheiros e Campo Limpo. Segundo a SPtrans, os terminais Mercado, Sacomã, AE Carvalho, São Miguel, Varginha e Santo Amaro também estão fechados.

Segundo a Polícia Militar, manifestantes também ocupam uma faixa da Avenida 23 de Maio. Na Rua Libero Badaró são cerca de 10 ônibus estacionados. Os motoristas também estacionaram os veículos na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, no Viaduto Dona Paulista e na Rua Barão de Paranapiacaba.

Em uma assembleia feita nesta quarta-feira (4), mais de seis mil funcionários votaram pela realização da manifestação. Segundo informações do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), foram retirados 450 ônibus de circulação e até o final do ano o número deve aumentar para mil.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que a relação trabalhista é entre os funcionários e as empresas e que a “prefeitura não atua diretamente”. “A nossa atuação é em cima das empresas concessionárias para que a população não saia prejudicada.”

Sobre a função dos cobradores, o prefeito afirmou que os cobradores em atuação devem assumir novas ocupações para que o cargo seja extinto. “Hoje, menos de 5% das passagens são pagas em dinheiro, você tem um custo para arcar só com 5% dos passageiros. Várias cidades já modernizaram com a questão do fim do cobrador e a cidade de São Paulo tem que avançar.”

Procurada, a SPTrans preferiu não se posicionar sobre a manifestação.

G1

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