Embasa checa qualidade de sirene da Barragem de Pituaçu neste sábado

Moradores deixaram as casas às pressas durante a madrugada com medo de rompimento.

Técnicos da Embasa vão visitar a barragem de Pituaçu, para inspecionar os equipamentos instalado no local, neste sábado (27). O objetivo é verificar se houve o acionamento indevido das sirenes do sistema de alerta. Na madrugada desta sexta-feira (26), moradores da comunidade do Bate-facho, que fica aos pés da estrutura, deixaram suas casas às pressas depois de ouvir o som que parecia ser das sirenes de emergência.

A empresa informou que, a partir desta visita, será definido um prazo para a emissão de uma nota técnica que deve esclarecer o porquê da falha no aviso do sistema de proteção e se ela ocorrerá novamente. A Embasa disse também que, desde que foram instaladas, as sirenes foram usadas apenas em situações de teste e em níveis imperceptíveis para os moradores.

Casas ficam no caminho da água, em caso de rompimento (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)

“A Embasa está investigando as causas do suposto acionamento indevido das sirenes do sistema de alerta da barragem de Pituaçu, ocorrido na madrugada de hoje (26). Destacamos que o incidente não tem relação nenhuma com a integridade do barramento. Devido a esse incidente, os técnicos da empresa estão verificando os equipamentos e conversando com os fornecedores para identificar as causas do ocorrido”, disse, em nota.

O sistema de monitoramento e alerta da barragem de Pituaçu está em fase de implantação desde o segundo semestre de 2018 e tem previsão de ser concluído em outubro deste ano. A medida visa proporcionar maior segurança aos moradores do Bate-Facho, cujas residências foram erguidas no sentido do fluxo da água da barragem.

Codesal orienta moradores (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)

O plano de emergência, segundo a Embasa, foi apresentado aos moradores e inclui a transmissão de sinais de sirene, mensagens de voz, mensagens de texto enviadas para celulares cadastrados, sinais luminosos e evasão por rotas de fuga a serem traçadas pela Defesa Civil de Salvador (Codesal). “Os moradores do Bate-Facho, há cerca de um ano, vêm sendo orientados sobre a existência desse sistema e como ele vai funcionar”, diz a empresa.

A Embasa planeja implementar sistemas de alerta em outras barragens no entorno das quais exista comunidade, mas não divulgou um cronograma nem os nomes das unidades. A barragem de Pituaçu tem 110 anos de existência e foi utilizada para abastecer Salvador de 1906 até 2002. Hoje, o barramento faz parte do Parque Metropolitano de Pituaçu, servindo apenas como área de lazer. Correio 24h

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