Com investigação de hackers, Janaína Paschoal alerta que ‘não existe nude seguro’

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) destacou no Twitter que a investigação dos hackers acusados de invadirem aplicativos de várias autoridades da República lhe mostrou que estava “mais certa do que pensava” sobre brechas na segurança de aparelhos para o compartilhamento de fotos íntimas.

“A vida inteira, eu disse aos meus alunos que não existe ‘nude’ seguro. A única segurança no ‘nude’ é não fazer. A investigação em torno da atuação desses hackers mostra que eu estava ainda mais certa do que pensava”, ressaltou a parlamentar.PUBLICIDADE

A vida inteira, eu disse aos meus alunos que não existe “nude” seguro. A única segurança no “nude” é não fazer. A investigação em torno da atuação desses hackers mostra que eu estava ainda mais certa do que pensava.

A advogada escreveu na rede social que, além do próprio remetente do “nude” poder enviar as imagens íntimas para terceiros, por erro ou vingança, alguém pode hackear o aparelho e acessar as fotos.

“Uma associação criminosa (ou mesmo um tarado virtual) pode invadir e captar as imagens. Melhor viver a realidade e guardar as boas lembranças na memória, não no celular”, destacou.

No ano passado, uma lei que alterou o Código Penal tornou crime a divulgação de cenas de sexo e pornografia sem o consentimento de quem está nelas. A pena varia de um a cinco anos e, no caso de vingança, pode ser agravada de um terço a dois terços quando o agressor manteve alguma relação de afeto com a vítima.

Nesta terça-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Spoofing, na qual prendeu quatro suspeitos de invadir aplicativos de mensagens de autoridades como o ministro Sergio Moro e o desembargador federal Abel Gomes. Um dos presos teria confessado a ação. Outros dois negam envolvimento. Janaína se referiu a autoridades nos tuítes.

Nos comentários das postagens da deputada, um internauta destacou que o melhor cenário para esta brecha de segurança seria a sociedade não ter vergonha da nudez. Outros concordaram que preservar a intimidade passa por restringir o compartilhamento de dados íntimos nas redes.

Houve quem destacasse que, na ação dos hackers hoje investigada, nenhuma informação pessoal de alvos de invasão de aplicativos foi vazada.

EXTRA.

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